Um fim de semana peculiarmente maravilhoso. Tudo começou com um chamado para um churrasco em Itapoá, na casa do Marlon. Algumas pessoas foram chamadas e como eu sabia, não estaria longe de alguns bons amigos meus que são também do Marlon. Por pouco não perco o churrasco, estava passando por uns probleminhas em casa e financeiros, mas o financeiro, já foi resolvido e eu fiquei mais aliviada. Fui então, pra casa da Manu com a Lili e a Maya, depois encontramos o resto do povo no mercado pra comprar as 500 latas de cerveja encomendadas pelo Marlon. E assim, rumamos para o litoral catarinense. Eu acabei por ficar no carro com o Marcão e o Murilo, e tive de escutar um pagodinho parte da viagem, mas para minha sorte o rádio pifou e pude escutar meu somzinho sossegada sem peso na consciência, mas isso acabou quando a Manu resolveu, enquanto estávamos do lado do carro dela, virar o carro do nada, de repente, e a freada fez com que o rádio voltasse a funcionar. Triste.. Mas calma, não aconteceu nada. Temos ótimos motoristas.
Eu pude ver aquela borboleta azul passando logo acima do carro.
Chegamos então a casa do Marlon, e já na entrada tinha uma plaquinha com o escrito "Deus abençoe essa bagunça". Descarregamos os 2 carros, e todos ficaram alvoroçados com a quantidade de cerveja e alguns diziam "Vai durar até o próximo fim de semana!" Fotos ao lado da enormes pilhas de caixas de cerveja. Calor, muito calor, quente pra burro e o Marlon dizendo "O mar tá bom!" Beberam, descansamos, e fomos ver se o mar estava mesmo bom. Eu não sou muito fã de praia e nem fiz questão de levar biquini(na verdade morro de vergonha!) Fui apenas molhar os pés, mas não resisti, entrei de vestido mesmo e aquela sensação, eu nunca mais terei em toda a minha vida... Aquela água, estava mesmo boa, ela não estava fria, devia estar uns 15°C, muito boa, fiquei repetindo isso o tempo todo e mesmo sabendo que estava sendo repetitiva eu pensava em dizer aquilo o tempo todo. E "brincando" na água, eu caí em mim, e lembrei de umas coisas... 'Um buraco estava na minha frente e eu tive vontade de cair...' Mas calma, escolhas são feitas o tempo todo. Todos enxarcados, rumamos de volta a casa do Marlon, e lá, ótimas carnes assadas estavam nos esperando... Nossa, eu comi tanto... Lá pelas tantas o jantar estava pronto e ouvimos o discurso do Marlon em agradecimento a presença do pessoal. comemos e rumamos para a praia outra vez, com champange pra abrir a meia noite. A águua estava boa d novo, mas eu não podia molhar aquela outra roupa, senão ficaria apenas de calça e blusa naquele forno... conversamos, brincamos. Tudo bem, eu não fiz nada disso, apenas tirei fotos e olhava. Jogaram areia no cabelo do Marlon milhares de vezes, também o levaram pra água, e eu ali, só a curta distância olhando para o céu todo estrelado e para as ondas, ouvindo cuidadosamente seu barulho. Um cachorro filhote decidiu nos perseguir mas encantou todo mundo... Sem mais nada pra fazer com minha câmera, resolvi levá-la para casa(do Marlon) e eu fui com a Maya...Conversamos pelo caminho... Na praia apenas ríamos do Marcão coberto por areia e do trio Manu, Maya e Lili dançando umas músicas antigas que o carro do pai do Marlon "produzia". Começou a garoar de leve e apenas eu percebi. Começou a aumentar a chuva e quase todos correram para o carro. Eu não sabia o que fazia, porque era chuva e eu precisava daquilo, mas iria ficar sem outra mais fresca. Sucumbi e fiquei. Foi bom, em 5 minutos estava enxarcada. Continuou mais um pouco mas o povo que dizia "É só chuva!" resolveu juntar tudo e ir pra casa(do Marlon). Fomos caminhando e descalço eu sentia uma vontade imensa de cair... Mas tinha uma pessoa ali em estado pior talvez que o meu. E eu não "dividí" a minha angustia com ninguém. Procurei me manter longe, tentei disfarçar. Eu olhei para o mar o tempo todo e aquilo parecia gritar... 'Aquele buraco maldito me tentando a cair nele' Estávamos em casa(do Marlon) novamente e eu percebi que não conseguia disfarçar, mas apenas dizia que estava cansada. Jogamos truco, tentamos na verdade, todos conversavam fervorosamente. Lá pelas 5:40 resolvi deitar, minhas costas estavam pedindo. Deitei com meu somzinho no ouvido e descansei, quando estava quase dormindo, Rose me acordou para irmos ver o nascer do sol. Fomos, mas a desgraça estava nublada... Achamos o chinelo do Marlon(que segundo ele, não estava no lugar em que ele havia deixado mas estava, ele só estava procurando outra coisa, estava 'ocupado'). Tropeçamos em todos os isqueiros perdidos e 'brigamos' com um siri ou caranguejo(eu não sei a diferença). Voltamos e eu fui me arranjar para dormir... Quente demais, não tinha como, eu apenas cochilava levemente, e quando me dei conta, estavam todas fora do quarto 'espalhadas' pelos sofás da sala com um ventilador ligado... Tentei o sofá do canto, mas foi em vão, quente demais... Eu estava morta... Fiquei zanzando pela casa, tentando encontrar um lugar mais fresco. Não achei... Depois de mais uma assada de carne, muito boa, e mais um tanto de cerveja consumida. Eu resolvi só me largar no sofá e tentar ao menos descansar... Depois de quase um hora, eu consegui dormir, mas foi por pouco. Fui despertada pelo Chinês perguntando se eu queria ir embora com eles, e eu aceitei. Fomos eu, Rose, Chinês e Lili. Trouxeram-me em casa e a Rose não aceitou que eu pagasse metade da gasolina da volta. Bom, fica pro próximo fim de semana em Curitiba, já que o Marlon estará aqui. Desceram do carro e alí conversamos um pouquinho enquanto eles fumavam em frente a minha casa. Minha mãe curiosa foi ver quem era o dono do gol branco estacionado em frente a casa dela.
Teve um momento, durante a viagem de volta, que eu presenciei o pouso de uma ave enorme, eu quase chorei, meus olhos encheram de lágrimas e quase não aguentei. E só de escrever sobre esse detalhe do passarinho eu quase choro de novo.
Hoje é aniversário do meu pai, que eu amo muito. Eu liguei pra ele quando estava lá no Marlon ainda, mas sabe como é a conversa dele... hehehe
'Eu sei que não aguentarei, esse buraco está fundo demais e me causa vertigem...'