domingo, 21 de fevereiro de 2010

A parte ruim da ída é a volta...

Um fim de semana peculiarmente maravilhoso. Tudo começou com um chamado para um churrasco em Itapoá, na casa do Marlon. Algumas pessoas foram chamadas e como eu sabia, não estaria longe de alguns bons amigos meus que são também do Marlon. Por pouco não perco o churrasco, estava passando por uns probleminhas em casa e financeiros, mas o financeiro, já foi resolvido e eu fiquei mais aliviada. Fui então, pra casa da Manu com a Lili e a Maya, depois encontramos o resto do povo no mercado pra comprar as 500 latas de cerveja encomendadas pelo Marlon. E assim, rumamos para o litoral catarinense. Eu acabei por ficar no carro com o Marcão e o Murilo, e tive de escutar um pagodinho parte da viagem, mas para minha sorte o rádio pifou e pude escutar meu somzinho sossegada sem peso na consciência, mas isso acabou quando a Manu resolveu, enquanto estávamos do lado do carro dela, virar o carro do nada, de repente, e a freada fez com que o rádio voltasse a funcionar. Triste.. Mas calma, não aconteceu nada. Temos ótimos motoristas.
Eu pude ver aquela borboleta azul passando logo acima do carro.
Chegamos então a casa do Marlon, e já na entrada tinha uma plaquinha com o escrito "Deus abençoe essa bagunça". Descarregamos os 2 carros, e todos ficaram alvoroçados com a quantidade de cerveja e alguns diziam "Vai durar até o próximo fim de semana!" Fotos ao lado da enormes pilhas de caixas de cerveja. Calor, muito calor, quente pra burro e o Marlon dizendo "O mar tá bom!" Beberam, descansamos, e fomos ver se o mar estava mesmo bom. Eu não sou muito fã de praia e nem fiz questão de levar biquini(na verdade morro de vergonha!) Fui apenas molhar os pés, mas não resisti, entrei de vestido mesmo e aquela sensação, eu nunca mais terei em toda a minha vida... Aquela água, estava mesmo boa, ela não estava fria, devia estar uns 15°C, muito boa, fiquei repetindo isso o tempo todo e mesmo sabendo que estava sendo repetitiva eu pensava em dizer aquilo o tempo todo. E "brincando" na água, eu caí em mim, e lembrei de umas coisas... 'Um buraco estava na minha frente e eu tive vontade de cair...' Mas calma, escolhas são feitas o tempo todo. Todos enxarcados, rumamos de volta a casa do Marlon, e lá, ótimas carnes assadas estavam nos esperando... Nossa, eu comi tanto... Lá pelas tantas o jantar estava pronto e ouvimos o discurso do Marlon em agradecimento a presença do pessoal. comemos e rumamos para a praia outra vez, com champange pra abrir a meia noite. A águua estava boa d novo, mas eu não podia molhar aquela outra roupa, senão ficaria apenas de calça e blusa naquele forno... conversamos, brincamos. Tudo bem, eu não fiz nada disso, apenas tirei fotos e olhava. Jogaram areia no cabelo do Marlon milhares de vezes, também o levaram pra água, e eu ali, só a curta distância olhando para o céu todo estrelado e para as ondas, ouvindo cuidadosamente seu barulho. Um cachorro filhote decidiu nos perseguir mas encantou todo mundo... Sem mais nada pra fazer com minha câmera, resolvi levá-la para casa(do Marlon) e eu fui com a Maya...Conversamos pelo caminho... Na praia apenas ríamos do Marcão coberto por areia e do trio Manu, Maya e Lili dançando umas músicas antigas que o carro do pai do Marlon "produzia". Começou a garoar de leve e apenas eu percebi. Começou a aumentar a chuva e quase todos correram para o carro. Eu não sabia o que fazia, porque era chuva e eu precisava daquilo, mas iria ficar sem outra mais fresca. Sucumbi e fiquei. Foi bom, em 5 minutos estava enxarcada. Continuou mais um pouco mas o povo que dizia "É só chuva!" resolveu juntar tudo e ir pra casa(do Marlon). Fomos caminhando e descalço eu sentia uma vontade imensa de cair... Mas tinha uma pessoa ali em estado pior talvez que o meu. E eu não "dividí" a minha angustia com ninguém. Procurei me manter longe, tentei disfarçar. Eu olhei para o mar o tempo todo e aquilo parecia gritar... 'Aquele buraco maldito me tentando a cair nele' Estávamos em casa(do Marlon) novamente e eu percebi que não conseguia disfarçar, mas apenas dizia que estava cansada. Jogamos truco, tentamos na verdade, todos conversavam fervorosamente. Lá pelas 5:40 resolvi deitar, minhas costas estavam pedindo. Deitei com meu somzinho no ouvido e descansei, quando estava quase dormindo, Rose me acordou para irmos ver o nascer do sol. Fomos, mas a desgraça estava nublada... Achamos o chinelo do Marlon(que segundo ele, não estava no lugar em que ele havia deixado mas estava, ele só estava procurando outra coisa, estava 'ocupado'). Tropeçamos em todos os isqueiros perdidos e 'brigamos' com um siri ou caranguejo(eu não sei a diferença). Voltamos e eu fui me arranjar para dormir... Quente demais, não tinha como, eu apenas cochilava levemente, e quando me dei conta, estavam todas fora do quarto 'espalhadas' pelos sofás da sala com um ventilador ligado... Tentei o sofá do canto, mas foi em vão, quente demais... Eu estava morta... Fiquei zanzando pela casa, tentando encontrar um lugar mais fresco. Não achei... Depois de mais uma assada de carne, muito boa, e mais um tanto de cerveja consumida. Eu resolvi só me largar no sofá e tentar ao menos descansar... Depois de quase um hora, eu consegui dormir, mas foi por pouco. Fui despertada pelo Chinês perguntando se eu queria ir embora com eles, e eu aceitei. Fomos eu, Rose, Chinês e Lili. Trouxeram-me em casa e a Rose não aceitou que eu pagasse metade da gasolina da volta. Bom, fica pro próximo fim de semana em Curitiba, já que o Marlon estará aqui. Desceram do carro e alí conversamos um pouquinho enquanto eles fumavam em frente a minha casa. Minha mãe curiosa foi ver quem era o dono do gol branco estacionado em frente a casa dela.
Teve um momento, durante a viagem de volta, que eu presenciei o pouso de uma ave enorme, eu quase chorei, meus olhos encheram de lágrimas e quase não aguentei. E só de escrever sobre esse detalhe do passarinho eu quase choro de novo.
Hoje é aniversário do meu pai, que eu amo muito. Eu liguei pra ele quando estava lá no Marlon ainda, mas sabe como é a conversa dele... hehehe
'Eu sei que não aguentarei, esse buraco está fundo demais e me causa vertigem...'

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Simpático como um curitibano!

Segundo José Carlos Fernandes, tirado de uma coluna da Gazeta do Povo:

"Não nos leve a mal
Verão senegalês da última semana pôs à mostra uma marca de nascença curitibana: aqui, 'dia lindo' não é sinônimo de 'dia ensolarado, com temperatura em elevação'

Tenho por princípio rejeitar todas as teorias sobre o estranho modo de vida dos curitibanos. Não passam de teses preconceituosas, sem base antropológica e empiricamente não comprováveis. Basta, por exemplo, nos reservar 15 minutos de atenção para destruir a crença de que não damos trela a estranhos. Quanto ao constante rabo de olho durante a conversa – deixe quieto: trata-se de um inofensivo reflexo condicionado herdado dos antepassados ou resultado de algum vento que bateu nas costas.

Indignado com a facilidade com que os forasteiros nos chamam de desconfiados e fechados, cheguei a convocar uma amiga, amabilíssima, a iniciar uma cruzada pela redenção moral da gente daqui. Fundaremos uma confraria. Ela, sorridente, falante, sempre de portas abertas, dona de uma voz maviosa – um verdadeiro canto da gralha-azul – será o símbolo da nossa civilidade. Graças ao nosso grupo, há de vingar em todo o território nacional a expressão 'simpático como um curitibano'.

Saiba mais
Nos Alpes de Pinhais
O que Espinosa diria sobre isso?
Antes que me esqueça
Tenho cá para mim que o sotaque é o culpado de nos acharem “pouco dados”. Nossa fala, que dó, não tem a doçura mineira, a brejeirice paulista, a fluência carioca, o encanto pernambucano. Nossos 'ês' – ditos com ênfase operístico – podem desafinar e ter o efeito de um pé de ouvido. Mesmo assim, há dicções autóctones agradabilíssimas, como a da jornalista Valéria Prochmann e do livreiro Aramis Chaim. Adoro ouvi-los falar.

Dias desses, dois garçons – um gaúcho e outro cearense – me confidenciaram ter a impressão de que os fregueses estão brigando com eles: 'EscuTE, moço, me traga o cardápio. Agora...' De fato, parece um pito. De fato, as susta. Um dos garotos jurou estar de malas prontas. Contei-lhe um ocorrido.

Reza a lenda que Miguel Fa labella criou a personagem Bozena depois de, em visita à capital, dar autógrafo a uma rotunda e severa 'RUTE' – que se apresentou como se batesse continência ao Füher. Depois do susto, o ator se esbaldou no riso e deu o troco. É o que todos deveriam fazer. Disse isso ao garçom. 'É o nosso jeitinho... Daqui a três anos você não vai querer morar em outro lugar.'

Em Curitiba, defendo, não se deve ter pressa para travar relações sociais. As amizades custam, mas são para sempre. É preciso entender nossa parcimônia em escancarar os braços e o sofá da sala. Tudo aqui era mata fechada de pinheiros, lugar de passagem de tropeiros – muitos de maus-bofes. Vai saber quem é quem. Além do mais, tinha muito rio raso e feio, índios canibais e temperaturas polares. Mexe com o humor, né, por uns quatro séculos, como se vê.

A escuridão e o frio macularam nossa alma. Mas somos gente. Sabemos tudo sobre a vida do vizinho, mesmo falando muito pouco com ele. É praticamente um modelo de gestão. Por isso digo e repito: forasteiro, não desanime. Procure um curitibano para chamar de seu. Ele existe e põe a mesa do café da tarde esperando por você. Diante do chineque fresco, há de contar como o nonno e a baba desbravaram o Orleans e do seu sonho de Santa Felicidade. Falará os podres de uma família inteira – que não aquela em que nasceu – e o que pensa do metrô. Somos todos historiadores e urbanistas natos. Somos irresistíveis.

Em tempo, temos uma marca de nascença: o horror aos chamados dias lindos. Que é isso, companheiro? O pessoal da meteorologia chama manhã ensolarada e com elevação da temperatura de 'tempo bom'. Só se for para a fuça deles. Dias felizes são cobertos de nuvens, com chuviscos depois do meio-dia, seguidos de frente fria da Argentina e súbita 'queda da temperatura no início da noite'.

Aqui é assim, nego: o povo só se sente bem quando a luz é prateada. Não nos leve a mal: nossa fala é seca como o cinza da paisagem que nos aninha. Se o céu hoje ficar nublado, bom dia!"

E concordo com ele!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Momento de fúria contida...

Como dito anteriormente, eu não sei quem eu sou e estou bem longe disso, também não sei o que eu quero e também estou muito longe disso. Mas eu sei de algumas coisas que queria fazer:
-Já sei odiar algumas pessoas só pelo fato delas existirem;
-Já entendi que o certo é o que você acha certo(mas não exagere, não queira ter tudo o que você quer, pois acredite: você não vai ter!);
-Já resolvi que serei sempre ruim com quem é ruim comigo;
-Já decidi que serei sempre legal com as crianças(por mais que elas sejam pestes);
-Já decidi, há muito tempo, que serei sempre leal aos meus amigos desde que eles não me machuquem;
-Já escolhi não fazer algo porque outra pessoa quer só pra agradá-la;
-Já decidi dizer o que tem que ser dito por mais que doa em mim ou na outra pessoa;
-Decidi não me entregar ao amor, já que esse campo é tão complicado, e não há quem eu conheça que não sofra por causa de alguém, as vezes eu acredito que não exista amor correspondido(mas talvez eu exagere...);
-Escolhi não fumar nada;
-Escolhi ser inteligente(mas isso não significa que eu já tenha me transformado em um gênio, zilhares de anos luz pra eu deixar de ser burra!)
-Escolhi ter filhos;
-Escolhi desistir do curso de Física;
-Escolhi ter coragem pra fazer grandes mudanças em minha vida;
-Escolhi sempre me colocar no lugar das pessoas, independente da situação, mas se a pessoa não fizer esforço, eu não terei dó de pisar em cima, já que eu escolhi devolver todos os tapas na mesma proporção(tudo bem, eu confesso, 2,3,4, quantas vezes for necessário a mais) de força;
-Decidi que quero me formar em mecatrônica, medicina, talvez matemática também, mas ainda não sei que ordem seguirei;
-Decidi tentar me descobrir;
-Decidi ignorar a presença de uma filha da minha mãe, porque se eu não fizer isso, serei condenada a morte, ah não, não tem pena de morte no Brasil) então prisão perpétua por homicídio doloso(do tipo que eu usaria um bastão de baseball, como no filme Bastardos Inglórios, filme incrivelmente maravilhoso...);

Tudo bem, eu preciso ter calma, em poucos anos estarei formada, empregada e morando na minha casa, sem visitas daquela filha da minha mãe. Só eu sei o quanto aquela garota maldita me incomoda. Mas calma, logo logo ela engolirá aquela frase dela: "Cada um recebe o que merece!"

Sinto-me aliviada...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Calor, frio, febre...Bem mal!

Por enquanto está tudo como disse que ficaria. Mas logo começa a correria e aí é que eu não sei se continuarei forte. Ontem fui surpreendida por um chamado de algumas amigas minhas, que amo muito de todo o meu coração: Eu estava, eu estou, sem dinheiro algum, mas elas disseram: "Não interessa, venha logo!" É claro que eu fui, e foi muito bom... Eu não bebi, mas comi tanto... Enfim, me disseram pra ficar a vontade, o de sempre, e eu fiquei... Bom, dormi entre duas das minhas 4 amigas, e fiquei com medo de acordá-las com os meus movimentos. Eu quase não dormi, mas pelo menos não passei frio... Levantei logo depois que o ultimo "sobrevivente" sucumbiu ao sono, e fiquei perambulando pela sala enorme da Manu. Tirando um pouco das latinhas de cerveja vazias e os copos sujos espalhados por toda a casa. Eu amo muito meus amigos. E só eu sei o quão bom é ouvir: I trust you! Mas aquilo de verdade sabe, não da boca pra fora, só em alguns momentos, aquele de verdade, que até vem acompanhado de um fato comprobatório da confiança que se pode depositar em mim. Eu sei... Só eu sei... Essas 4 meninas, nossa, eu amo muito e eu conheço elas e sei do que elas são capazes. Também há outras, mas estas farão parte em breve dessas cartas... Cartas? Eu escrevo para os outros lerem. Na verdade eu escrevo para pessoas que eu não conheço, e que não me conhecem. Como um livro, o autor nunca sabe se vai agradar o leitor, mas mesmo assim, insiste em chegar ao fim. Mas o fim que ele sabe que não é o fim, porque todos perdemos grandes pensamentos a todo momento... Talvez todos já tenhamos descoberto o "sentido da vida", mas nem percebemos que era esse a conclusão da idéia... Tudo bem... Eu vou parar... O frio que apenas eu senti ontem está se transformando em gripe... Espero mesmo que tudo continue do mesmo jeito...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Você tem medo de que?

Parece que está na minha frente já, eu não consigo escolher. Essa semana foi de muita pressão, e eu pensei muito. Ainda acredito que apenas existem coincidências e talvez um dia isso me seja um benefício. Meu medo anda crescendo. Eu não estou conseguindo me expressar em palavras. Eu queria me entender. Eu não sei o que eu sou e tenho medo de nunca saber. Faz sol lá fora mas o meu telhado está todo furado... Estou literalmente parada, eu não sei o que exatamente espero acontecer. E por isso o meu medo. Essa mudança tem que acontecer. Eu não posso fugir dela. Já esperei demais por isso e não posso mais adiar, agora eu vou ter de ceder ou serei levada, de qualquer forma, eu vou ter que seguir... Como eu disse antes: Ainda choverá muito este ano. But don't worry, I trust you. Foi a frase que eu ouvi hoje... Foi aniversário da minha chefe da Biblioteca Central.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Só pra não perder um perfil todo inspirado numa tentativa de contato exterior...

Com personalidade forte e as vezes mau-humorada, não fujo de uma briga nem que eu esteja em larga desvantagem... Orgulhosa pra caramba, mas com razão... Amo ler livros de ficção, de ação, amo filmes de tudo quanto é jeito, amo animaizinhos de todo tipo, mas confesso gostar dos mais exóticos, por exemplo, gostaria de ter uma baleia como peixinho de extimação e um morcego como passarinho de quintal, amo doces de tudo quanto é jeito, amo tortas, na verdade eu amo todo tipo de comida, encaro qualquer coisa que não esteja se mexendo...Tenso...Amo esportes e adoro futebol.. sou preconceituosa com homem que não gosta de futebol, sei lá porque...Tenho uma queda feia por cabeludos, mas estou em processo de auto-ajuda, não tenho sorte com os desse tipo, parece que o cabelo comprido faz pressão extra no cerebro deles... triste... Eu adoro ouvir, mas também gosto de falar.. Percebe-se... Eu gosto de tudo no lugar, mas tem dias que eu prefiro o contrário... Eu não sei o que eu quero, mas no momento estou decidindo... Os meus surtos acabaram e estou mais tranquila, prometo não fazer merda, no sentido de coisas extremamente erradas e perigosas...