sábado, 24 de abril de 2010

Consumismo obrigatório...

Café com leite. Putz, minha mãe diz pra eu não tomar antes de dormir, mas eu gosto tanto.... Infelizmente, não sinto tanto o sabor que antes sentia, sei lá, como o café que tomo agora não é mais o de antes, como se não fizessem como antigamente. Aliás, muita coisa não são feitas como antigamente, as coisas estão sendo feitas para serem trocadas a curto prazo, para gastarmos mais em consumo.
As pessoas são exatamente como antes, mas eu sempre estive preparada pra elas... Eu lembro muito bem de quando eu descobri que era apenas um menina normal e sem graça... Eu cresci muito rápido, mas dentro da cabeça, porque ainda tenho a estatura de uma criancinha... Tudo bem, nem tanto... hauhauhaha
Que pena chegar a um mundo que parece que não mudará tão fácil, como se tudo tivesse de ser reescrito e começar de novo... Do zero! Acabar com tudo e começar um novo lugar, sei lá, eu perdi as esperanças no mundo, mas nem por isso vou parar de viver, continuo aqui fazendo o que eu resolvi fazer, mas confesso que uma certa tristeza me corrompe quando penso que o que eu faço não chega a fazer diferença com o resto... Triste... Mas de repente, o mundo muda... Talvez...
Será que realmente estamos condicionados a viver de consumismo terrestre e quando não tiver mais nada aqui, rumaremos para outros planetas afim de consumirmos seus recursos, como fazemos aqui?
Eu queria parar de pensar nisso, é perda de tempo... De um tempo que eu já não tenho mais, que eu perdi literalmente.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Harlequin da caixa....


Ela vai dando corda e de repente, um palhaço sai da caixa e desperta a gargalhada dela. Ela coloca ele delicadamente na caixa de volta e dá corda novamente, e de novo, o palhaço sai da caixa provocando aquela mesma gargalhada. Ele fica feliz porque está fazendo ela rir, mas na terceira vez que ela o invoca, ele sente uma coisa estranha, um pavor daquela risada, que não tem mais a alegria que ele tanto gostava. E de novo, ele volta pra caixa torcendo para que ela pare, que não abra a caixa, que o deixe ali, quietinho, sem movimentos, ele quer apenas o silêncio do seu esconderijo, da sua caixa. Sem ter que ouvir aquela gargalhada pavorosa e enxergar os olhos cheios de não sei o quê. Mas de novo, é preciso sair da caixa e encarar aquela menina, aquela criança que esconde um mundo inteiro de perguntas e loucuras. O palhaço, temeroso, olha, freneticamente apavorado, pelas fendas que deixam a luz entrar na caixa, procurando desesperadamente se preparar para a próxima vez que verá a menina. Ele não sabe, mas o que ele sente, nem ele sabe. Seu rosto muda, seu sorriso perdeu completamente o sentido, e uma lágrima escorre do seu rosto, está feito. O pequeno Harlequin sente dores que não era pra sentir. Muito mais profundo que isso é o que ele diz pra si mesmo. Ninguém entende o palhacinho e sua dor continua crescendo. Ainda mais quando tem de, obrigatoriamente, se encontrar com aquela criança.

Aos elfos puros de coração...

Então, aquele texto que escrevi na praça vai demorar para aparecer por aqui, mas aquele dia ainda me chama muita atenção. Aconteceu coisas que a tempos não aconteciam e sei lá, confesso que fiquei curiosa e hoje, ao invés de ir pra aula, fui viver um pouquinho uma outra vida, que há muito também estava perdida. Foi quieta que eu percebi uma coisa que me batia de um jeito que não me deixava dormir: Religião! Por que tantas existem e cada vez mais aparecem mais? Então, eis que um grupo muito grande de pessoas preocupadas com os humanos e desejosos de paz a todos resolveram escrever um livro e nesse livro eles contaram a vida de um ser magnífico, sem pecado, apenas com boas intenções que gostaria que todos os humanos vivessem em harmonia e que nenhum deles se rebelasse um contra o outro. Assim ele "criou" algumas regras e disse que se os humanos não as cumprissem, eles seriam castigados. A história pegou e pegou de um jeito que deu muito certo. Mas como tudo sempre tem um lado ruim, aconteceu que algumas outras pessoas, em diferentes lugares tiveram a mesma idéia, e a história deles e as respectivas leis diferiam um pouco, mas tudo caminhava sempre para a mesma paz universal. Essa divergência começou a gerar conflitos e logo aqueles descendentes das chamadas religiões, fizeram um alvoroço enorme e agora cada um diz que quem não seguir as tais regras pela igreja tal, vai pro inferno! "Mas se todos não temos 2 religiões, fomos todos pro inferno?"(Isso eu recebi de um email de um amigo meu) Realmente Deus não existe, o que existiu e existe um pouco ainda, são pessoas que querem que o mundo seja um lugar bom e que as pessoas ajam em paz com as outras. "A chuva cai tanto para o justo quanto para o injusto"(frase dita no filme "The Watchmen"), foi uma frase decisiva na minha vida. O fato de eu não acreditar que Deus exista, não quer dizer que eu não deseje essa paz universal. Eu faço, tento, fazer a minha parte, mas tem muita gente extremista que não sabe o que está fazendo e com certeza esqueceu o propósito daquele "livro sagrado"(O propósito, não falo das suas leis!). Em todas as religiões você vai ouvir: "Nós fazemos isso..." logo antes ou depois de uma crítica para uma outra religião. Muitas coisas fizeram sentido pra mim depois daquela terça-feira. E hoje foi muito mais interessante, porque eu encontrei o filtro certo. A maior parte das pessoas tem que acreditar em algo(no Deus criado pelos humanos) porque viraria um verdadeiro caos se cada fizesse do jeito que lhe coubesse melhor. Eu acredito em evolução sim, vou ao médico e uso energia elétrica! EVOLUÇÃO! Uma vez assisti um filme que era muito interessante e que passava um idéia incrível, pena eu não lembrar o nome do filme. Vou tentar procurar no "Google" pela síntese do filme. Hauahauhahaaha Lhe soa engraçado? Eu sei, mas as risadas só acontecem se você realmente entendeu o contexto...
Nai anar caluva tyelianna!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Papel de bala....

Foi tudo ontem. Sentei na praça logo depois de uma notícia preocupante. Escrevi, sem parar por pouco mais de 30 minutos, foi uma folha e meia de sulfite...
Escrevi sobre uma porção de coisas e percebi coisas estranhas também...
Coisas interessantes aconteciam ao meu redor e eu fui escrevendo... Iria colocar aqui, mas e a preguiça? Enfim, resolvi fazer apenas um breve comentário...
Aquelas 2 horas, antes de labutar, mexeram comigo, eu não sei se devo falar sobre isso, mas logo que eu criar coragem eu publico aquele texto enorme...
Enquanto tentava lembrar dos detalhes e toda a sequência, eu ainda estava bem, mas hoje, foi complicado. Concentrada demais no trabalho e nas músicas que eu escutava, fiquei quase que completamente fora do ar. Reclamaram... Justo eu que quase não falo!?
Não sei. (Pausa gigantesca olhando para aquele ultimo ponto final)
Eu queria parar de pensar nisso, queria arranjar outra coisa pra ocupar meus pensamentos... Já acabou, eu perdi. O que ainda me resta?

Um mimo e um toque. Diferentes. Discretos.
"...Coming back to life"

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Não consegui evitar... Mas quem sabe eu não quisesse?

Escolhas, você não pode fugir delas, mas pode, de repente, burlá-las. Quando lhe é posto um caminho que temos obrigatoriamente de passar por ele, mas por algum motivo não estamos, ou não nos sentimos, preparados para tais obstáculos. Aí chega um alguém qualquer e lhe diz que você deveria fazer isso e aquilo, que sempre funciona, mas na cabeça desse indivíduo nada passa além da própria vida. Este ser não percebe que cada um tem tempo e que as idéias que ele tem não são exatamente a que todas as outras pessoas tem. Eu odeio essa obstinação em fazer as pessoas iguais a ele. Eu realmente não gosto disso. A parte pior, é quando este ser maldito não ouve nada do que você diz, mesmo quando você o escuta em todas as asneiras que ele diz. Nada, absolutamente nada, não dá a mínima importância para o que você diz, fica argumentando que o que você escreve é "pobre". Pobre é ele que não tem nenhuma originalidade e nenhum senso do que os outros pensam a respeito do que o infeliz diz. Raiva, eu estou sentindo um ódio tão grande que poderia passar com o carro em cima deste ser. Seria como se eu fizesse um favor pro mundo, menos um idiota no mundo. Que é isso que ele é, um idiota!

Sonhos, eles chegam de todos os jeitos. Bombardeio! De repente, em menos de 2 segundos, vários tipos lhe invadem a cabeça e você está alí, sem absolutamente poder fazer nada pra contrariar. Morte, Sexo, Música, Dinheiro... Um monte de coisas que não fazem sentido algum e você fica horas pensando se aquilo tinha uma mensagem subliminar...

30/03/2010 15:31


Correção, hoje é 07/04/2010 15:14... Uma semana sem tormentas... Um preço meio alto foi pago... :[

Eu escreveria sobre um comentário, texto que recebi... Mas não tive inspiração... Agora também não estou nada com imaginação, mas quero escrever... De fato as coisas aconteceram como uma outra pessoa queria, mas de repente(respira fundo, bem fundo, de novo...)...Deixa pra lá. Um dia eu tenho certeza que vai passar.
Sonhei outra vez, aquele sonho que antes eu achei que significava outra coisa, mas não, era exatamente aquilo. Procuro desesperadamente uma porta ou janela aberta em outro lugar. Não consigo encontrar, mas não vou parar, não quero desistir. Fugir!
Aquele outro sonho, dentro da casa que de repente vira um trem... E o ultimo sonho, dentro do meu quarto, meu cabelo curto, parecendo inovação ou talvez rebeldia, e só observando... As palavras eu não lembro de nada porque dentro do sonho eu já sabia, era sonho. E você sabe que os sonhos que temos durante o sono são alguns desejos contidos que sabemos nunca se realizarão... Dor em saber que aquilo não será verdade. Mas quem sabe, daqui a pouco, não serei eu quem fará parte disso. Doce ilusão... Mas eu sei que vai passar.
Ultimamente anda chovendo todos os dias... Mas agora, além de chuva, faz frio. O inverno será ainda mais rigoroso.
Ai, não consigo, isso é tão ruim, acabei de imaginar: se tudo que vai, realmente voltar e você acaba pagando pelas coisas que faz, então, eu realmente mereço isso.
Mas por quê? Por que nunca me é reciproco? Por quê? Como eu odeio isso, podia ser mais simples, seria perfeito, mas não. Tem que ser do jeito mais cruel. Eu detesto sentir dor, mas seja merecido, talvez. Eu gostaria de saber. Complicado. Dormir, mais uma vez, não é possível. Alguma coisa não está dando certo, uma dor diferente está tomando conta da outra e preocupando... Por que você não pode me ajudar? E se eu deixar que as coisas mudem? Mas como eu vou saber se fiz certo? Por que as pessoas insistem em me dizer o que eu tenho de fazer? Eu gosto de ter escolhas, de poder ter que escolher. Eu já escolhi, há muito tempo me fiz assim. Então, não se preocupe comigo. Um dia eu poderei lhe agradecer. Por favor, vá embora. Deixe-me aqui. Preciso de um pouco de solidão. Um barco no saara. Deixe-me aqui. Eu preciso desse tempo sozinha. Escondida. Deixe-me aqui. Eu já não preciso dos seus empurrões. Eu já cresci. Você é que não percebeu...